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:: Deuses Maias :: ))o(( - filhosdalua



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Mundo MAIA


A civilização dos Maias se desenvolveram lentamente ao longo do primeiro milênio a.C., e alcançou seu auge no século III d.C. Sua cultura era baseada em um governo dinástico de cidades estados, com escritura fonética e um completo calendário com várias formas distintas de contar o tempo.




Península Yucatán


Até o ano de 900 d.C.; a cidade maia mais importante estava em Chichén Itzá, ao norte de Yucatán, porém essa, como outras cidades anteriores, se deterioraram gradualmente. Quando os espanhóis chegaram, os maias de Yucatán e as terras altas da Guatemala haviam passado de ser um Grande Império unido a uma coleção de povos menores.





vista Chichén Itzá



GENERALIDADES SOBRE O PANTEÃO

Os maias acreditavam que a terra era plana com quatro cantos, correspondendo aos quatro pontos cardeais e cada uma dessas direções tinha uma cor: leste – vermelho; norte-branco; oeste-negro; sul-amarelo. Para o centro, foi eleita a cor verde. Para sustentar o céu, segundo a mitologia maia, em cada canto havia um jaguar, de cor diferente para cada ângulo. Na selva onde se desenvolveu a cultura maia, o jaguar era um animal importante e se chamava "bacabs".



Dividindo o universo em treze níveis, os maias acreditavam que em cada um desses níveis havia um Deus, todos sendo então, divindades celestes. Havia ainda, sete divindades terrestres e nove para o mundo subterrâneo.

Entre as divindades celestes, o Sol (Kinich Ahau, Deus Solar) e a Lua (Ixchel, Deusa Lunar) detinham um lugar preponderante; todo o ciclo de lendas se relacionava com eles.



As artes da música, da cerâmica e da caça se colocavam sob a proteção do Sol, enquanto a gravidez, o parto, as colheitas e a tecelagem eram da alçada da Lua.

Kinich Ahaua, "Rosto do Sol", amante ou marido de Ixchel, se associava e às vezes até se confundia com Itzamna, o Céu propriamente dito, o que "fulgura", pois talvez não passasse da manifestação diurna de Itzamna, por oposição a sua imagem noturna; a julgar pela freqüência de suas representações, esse último foi uma divindade preeminente e benigna.

Itzamna aparece muitas vezes como monstro bicéfalo, espécie de estranho crocodilo ou lagarto, com uma testa em cada ponta, simbolizando a abóbada celeste.

Ele era também representado sob os traços de um velho de faces encovadas, barbudo, com uma espécie de dente de tubarão, único, apontando de seu maxilar superior. Às vezes, ainda, de sua cabeça singular brotava a goela de um dragão celeste.

Itzamna, como a maioria dos Deuses maias, se "desquadruplicava" em quatro personalidades, uma para cada pólo, com uma cor própria para cada atributo. Na iconografia maia, esses monstros voltam com regularidade constante. Podemos identificá-los com os Chacs, Deuses da Chuva e da vegetação, conhecidos pelo seu nariz em forma de tromba, o olho em tau e os dois caninos pontiagudos. A tromba talvez foi inspirada na do tapir ou do tamanduá, pois não existia elefantes na América daqueles tempos. Quem sabe se esses Chacs não seriam uma manifestação diferente dos Itzamnas, ou ainda uma manifestação regional, localizada no extremo norte do Yucatán, ou ainda uma expressão mais popular dos Itzamnas estimados pela classe culta. Nos códices, nós podemos reconhecê-los pelos traços nitidamente ofídicos, e é verdade que a serpente lhe sé muitas vezes associada, e os vemos fazer chover emborcando e entornando cabaças cheias de água sobre o solo.

Esses "aquários" brandem às vezes machados de pedra que simbolizam o raio e os relâmpagos. Os Chacs são, assim, os Deuses da Chuva, do vento, dos raios, do relâmpago e, por conseguinte, da vegetação, da fertilidade e da agricultura. Esses Chacs, igualmente, se apresentam como a quádrupla manifestação de um Deus, no início único.

Outros Deuses celestes são:

GUCOMATZ: Deus da tempestade que ensinou os homens a produzir o fogo. Era considerado também do Deus do Furacão. É bom lembrar que os maias viveram em um território de passagem de ciclones no período de março a setembro.

HURAKÁN: Outro Deus das Tempestades.

XIB CHAC: Deus da Chuva, um ser benévolo, representado com muitas cores. Os sacerdotes, em suas cerimônias religiosas, eram ajudados por quatro homens anciões, que eram chamados de Chacs, em honra ao nome do Deus.

YUM CHAC: Deus da Chuva.

XAMAN EK: Deus da Estrela Polar, tinha um rosto simiesco e achatado, mosqueado de negro. Ele era o padroeiro protetor dos mercadores que lhe faziam regularmente oferendas e fumigações do copal nos pequenos oratórios semeados em sua intenção à beira das estradas.




CARACTERÍSTICAS


Os maias atuais apesar da mestiçagens, nos permitem esboçar um retrato físico aproximado do Maia da época clássica: apresenta estatura baixa, crânio largo e curto, nunca usa barba ou bigode; as orelhas e o nariz, por vezes são furados para receber jóias; o corpo é moreno acobreado, ou totalmente tatuado; cabelos compridos lisos e negros, às vezes em trança.

Trajando seu "serape" (poncho) e uma tanga mais ou menos longa, sandálias de couro de cervo nos pés, seguras por cordões de fibra de agave, ei-lo diante de sua cabana, pacífico e reservado, generoso e hospitaleiro, sonhador e indolente.





Homem de profunda religiosidade, o Maia sempre foi muito social e prestativo, soube canalizar de forma mais natural seu tempo de folga, para participar da obra coletiva que era a edificação das pirâmides e dos templos. Foi deste modo, que seus instintos foram canalizados para uma energia mais produtiva,pois a luta cotidiana contra o sufocamento vegetal e as grandiosas realizações arquitetônicas ocupavam a totalidade do seu tempo e de suas forças.

No momento da conquista espanhola e no decurso das décadas seguintes, os Maias, como os outros índios do México, foram dizimados de maneira catastrófica por meio de massacres, epidemias e abusos inerentes aos trabalhos forçados. Também, como a maioria dos outros índios, a Civilização Maia atual encontra-se cristianizada, contudo, seu universo religioso conservou numerosas sobrevivências do antigo panteão e dos velhos ritos, pode-se falar mesmo de um verdadeiro sincretismo.




A CIDADE MAIA




Não devemos imaginar a cidade maia, ou índia, à imagem de nossas cidades, mesmo sob sua fisionomia dos tempos medievais. A tessitura da cidade maia, muito diferente, era mais frouxa, menos cerrada. Tudo se aglutinava em torno da praça do mercado e do centro de cerimônias. Em volta, as moradias se esparramavam longe na natureza num meio contínuo de árvores e campos cultivados. Por isso, a passagem do campo para a cidade era apenas perceptível. Por outro lado, como os habitantes tinham à mão seus campos mais os produtos, o papel do mercado ficava sobremodo limitado: não era um mercado de mantimentos tal como seria necessário a uma densa cidade urbanizada. Concluindo, eram cidades construídas no campo.

Só moravam no coração da cidade a classe nobre e o clero, os artistas e artesãos que possuíam seus jardins e hortas. A classe operária não existia, pois era confundida com os camponeses. Esses, efetivamente, asseguravam pelas corvéias a maior parte dos trabalhos de construção e manutenção e se tornavam soldados quando era necessário.

O número de habitantes? É difícil precisar, talvez 50.000 para Uaxactun e Morley e uns 100.000 indivíduos para as cidades mais importantes como: Tikal, Copan, Uxmal, Chichen Itza.



A maioria dessas pessoas só passavam pelas cidades, não residiam lá. Iam até elas com roupas bem coloridas e próprias de cada grupo. Desse modo, era possível identificar o lugar de origem de uma pessoa, que ia assistir às cerimônias, ou visitava o templo para depositar suas oferendas.

Não havia nenhum tumulto, nem cavalos, mulas ou bois. Somente servos silenciosos, quase dobrados sob enormes cargas no dorso, retidas por uma faixa frontal. De tempos em tempos, passava um cacique em sua liteira ou cadeira de carregar. A turba era constituída por homens e mulheres, muitas vezes com uma criança nos quadris. As equipes de camponeses chegavam às vezes em grande número para se porem às ordens dos mestres-de-obra sempre carregados pelo clero de construir ou reformar os templos e pirâmides que eram o orgulho da cidade. Cesto após cesto, pedra após pedra, era preciso tudo trazer ao canteiro da obra sobre as costas e trabalhar o material com um singelo ferramental de pedra.

A cidade maia, tinha ainda, em seu centro, uma esplanada cercada de templos, de salas para os conselhos, de residências para os caciques, tendo, na periferia, a teia de aranha das casas dos artistas e dos noviços.

Sobre um outeiro dominando a cidade, uma construção circular era o antigo tribunal: o conselho de juízes se instalava sobre esteiras, costas contra a parede, em volta de uma espécie de pódium e debatia os assuntos. Diversas vezes, enviados eram mandados a um pequeno templo vizinho para recolher os oráculos em resposta, as decisões sagradas da divindade do local, materializada por um bloco de obsidiana. Se a resposta era desfavorável, o acusado podia ser instantaneamente torturado, ou até mesmo executado sobre o pódium central.

A justiça era uma prerrogativa da classe senhorial; era puramente verbal e, assim, desconhecia o aspecto burocrático, como a constituição de um dossiê, processo, etc. Contratos, acordos, transações, também eles, exclusivamente verbais e, em vista da atual e proverbial honestidade dos Maias, é de se crer que a palavra empenhava mais do que uma assinatura. Ao perjúrio era aplicada a pena de banimento do clã.

Os contraventores se arriscavam a ser afixados à argola de madeira, ou postos na prisão, ou exibidos em público, presos a um poste infamante. Os condenados à morte, esperando a execução, eram encerrados numa jaula de madeira colorida; e os condenados por adultério ou estupro eram crivados de flechas ou empalados, depois de expostos em público, nus, de cabeça raspada e presos a um poste. Um ladrão era reduzido à escravidão até que tivesse pago seu resgate, ou deixava que lhe talhassem a testa e as faces, o que o deixava definitivamente desconsiderado aos olhos de todos. Um assassínio acarretava a execução do seu autor; era amarrado, braços no ar, entre dois postes, e crivado de flechas. Não eram sacrificados nos templos, pois eram julgados indignos e incapazes de satisfazer os deuses. Em compensação, certos condenados militares sentiam essa execução como uma verdadeira honra; com essa morte, eles eram literalmente "satelizados"! Supunha-se que um executado ia morar nas constelações e se identificava com uma estrela.




AS CERIMÔNIAS




Todas as cerimônias requeriam uma preparação, uma purificação prévia, que se traduzia em jejuns, abstinências e continências. É que todo o sucesso da cerimônia dependia de um grau de pureza dos oficiantes e dos diversos elementos participantes.Ao término destas solenidades, se realizava uma festa onde se bebia o "balche", bebida própria para a ocasião e também dançavam. Entretanto, estas festividades tinham um cunho nitidamente religioso e nunca profano.

A prova é que era preciso observar previamente um período de jejum e abstinência para ter autorização para entrar na ronda. As danças com freqüência imitavam cenas de sacrifício e o objetivo dos autores era identificar-se com um animal, um deus, graças ao poder das máscaras. O ritmo obsessivo das percussões, o grito lancinante das trombetas e o surdo rufar dos grandes tambores "huehuetls" mantinham uma tensão contínua e opressiva. Como nos tempos mais recuados, é provável que as danças de caráter mágico e encantatório eram celebradas antes das grandes caçadas, das guerras ou das colheitas.


Em Chichén Itzá praticava-se um tipo especial de sacrifício humano. Ao norte da mais imponente estrutura da cidade, a pirâmide encimada por um templo e denominada Castllo, está o famoso Poço Sagrado, um profundo "cenote", ou sumidouro, aberto no leito de rocha calcária. Quando faltavam as chuvas, ou os sacerdotes percebiam outros sinais de cólera divina, consagravam jovens moças, especialmente escolhidas por sua beleza, e atiravam-nas dentro do poço, juntamente com jóias e outros objetos de valor. Segundo as crônicas espanholas, escritas séculos após o poço ter cobrado sua última vítima, as jovens eram nele arremessadas ao nascer do sol. Se sobrevivessem até o meio-dia, eram retiradas e solicitadas a repetir quaisquer mensagens ou instruções especiais que os Deuses lhes tivessem comunicado.

Durante muitos anos a história do Poço Sagrado de Chichén Itzá foi posta de lado como se fosse uma lenda imaginosa. Mas a dragagem feita desde então recuperou de suas águas sombrias uma extraordinária coleção de tesouros. De mistura com os osso das vítimas que não mereceram o favor dos Deuses, vieram centenas de oferendas que incluem primorosas jóias de ouro e de jade, facas sacrificiais de obsidiana com cabos incrustados de pedrarias, bem como máscaras e placas de cobre ou ouro. Muitos dos ornamentos, segundo se acredita, teriam sido feitos no distante Panamá.




AS OFERENDAS





Nada era feito sem uma purificação pelo jejum e pela abstinência e também, sem consulta prévia aos sacerdotes que decidiam os dias favoráveis para o respectivo evento. Habitualmente, os períodos de abstinência duravam uma semana maia, ou seja, 13 dias. Em todas ocasiões o fiel fazia oferendas e sacrifícios aos deuses,buscando sua proteção e graça.

Mas em que se consistiam tais oferendas?

Geralmente eram alimentos, pratos elaborados com bolachas, pozol (tipo de polenta), grãos de milho, de abóbora e de feijão, um peixe, uma tartaruga, um peru ou um cervo, balche e também muitas flores.

Os Maias praticavam outro tipo de oferenda muito peculiar, a do próprio sangue, que obtinham ferindo-se de várias maneiras, por intermédio de espinhos, cacos de sílex ou com um aguilhão defensivo de arraia que enfiavam na língua, nos lóbulos das orelhas, no septo nasal, nos lábios, nas faces, nos membros e mesmo no pênis. Uma vez feito o ferimento, deixava-se correr o sangue sobre folhas ou tiras de papel de cascas de árvores, dispostas num cesto, que eram depois oferecido aos deuses.




Quetzal


Os mais afortunados ofertavam penas de quetzal, peças de jade, lâminas de obsidiana ou de sílex talhadas com admirável virtuosidade. Mas sem dúvida, o sacrifício de sangue representava a suprema oferta. Os deuses exigiam sangue ao desempenho de suas tarefas e o encargo de providenciá-las cabia naturalmente aos homens criados para tal fim, como ensina a "Popol-vuh". Na quarta Criação, os deuses julgaram os homens capazes de prestar-lhes cuidado nutrindo-os Esse sacrifício sangrento podia ser o de um animal, tipo passarinho, peru, gamo, mas também o de um ser humano, criança ou adulto e de qualquer dos dois sexos indiferentemente.



NASCIMENTO DO DEUS





No Códice Telleriano-Remense se lê:

"Dizem que Quetzalcoatl foi quem criou o mundo e o chama de Deus do vento, porque dizem que Tonacatecutli (deus primordial), quando lhe pareceu melhor, soprou e assim nasceu Quetzalcoatl."

Já no Códice Vaticano se lê:



"Declara-se que o ser supremo Deus Tonacatecutli soprou e fez nascer Quetzalcoatl sem a intervenção de uma mulher e sim somente por um sopro…Dizem que ele salvou o mundo com suas penitências, posto que seu pai havia criado o mundo, mas os homens haviam se entregado ao vício…". "….assim Tonacatecutli enviou seu filho para salvar este mundo."



Quetzalcoatl é duas deidades em uma. Nos Códices Telleriano -Remenensis no momento da Criação dividiu um sopro em água da céu e da terra e depois com outro sopro criou seu filho Quetzalcoatl com a missão de redimir o mundo através do sacrifício e penitência. Para tanto, Quetzalcoatl, sopro do Criador, também é Ehecatl, deus do Vento e entre suas obrigações está o de limpar os caminhos para a chegada de Tlaloc, deus da Água.







MAS AFINAL QUANTOS QUETZALCOATLS EXISTE?



No decurso de vários estudos e investigações, chagou-se a conclusão que existem três distintos Quetzalcoatls:



1. Deus Criador,

2. O Civilizador vindo do Oriente,

3. O último rei Tolteca.



Estas informações não foram bem passadas pelos espanhóis que lá chegaram, pois eles não conseguiram distinguir a dualidade dos deuses e nem se deram conta que havia vários Quetzalcoastls. A dificuldade máxima está em desglosar a informação e ver o correspondente de cada um deles e onde termina o Mito e começa a História.



Este deus é chamado de Quatzalcoatls pelos Astecas, de Kukulkan pelo Maias, e por Viracocha pelo Incas.







DEUS EM CARNE E OSSO





Topiltzin, era filho de um rei chamado Mizcáltl que havia se estabelecido em Culhuacán, alguns quilômetros ao sul da atual cidade do México, no século X. Quando este jovem preparou-se para o sacerdócio e, finalmente veio a ser sumo sacerdote de Quetzalcoatl ou a "Serpente Emplumada", antiga divindade de Teotihuacán, padroeira da cultura e das artes da civilização. Quando Tolpiltzin subiu ao trono tolteca, mudou de nome passando-se a se chamar de Quetzalcoatl, pois os sumos sacerdotes da época eram conhecidos pelos nomes dos deuses que adoravam.

Por volta de 950 d.C. Tolpiltzin transferiu a capital tolteca para Tula, que ficava além do extremo norte do Vale do méxico. O rei transformou Tula numa grande cidade e ensinou seu povo todas as artes da civilização, mas cometeu o grande erro de estabelecer o brando e benévolo Quetzalcoatl como a divindade principal. Isso desagradou os toltecas que dominavam a cidade e já possuíam deuses mais guerreiros. O principal destes deuses era Tezcatlipoca, divindade que exigia ser alimentada com sangue quente e corações ainda a pulsar de vítimas humanas levadas ao sacrifício. Não se sabe ao certo, acerca da maneira pela qual a facção de Tezcatlipoca derrotou Topiltzin e seu benigno deus.

Existe uma versão que narra que certa noite Tezcatlipoca, disfarçado de velho embriagou Tolpiltzin e, em seguida, deixou a própria irmã do rei, a encantadora Quetzalpetlatl (Esteira de Plumas) no aposento dele. Na manhã seguinte Tolpiltzin percebendo que havia perdido sua castidade, abdicou o trono tolteca e buscou o caminho do exílio.

Neste confronto histórico-mítico entre os detentores da cultura urbana policiada, pacífica e os que representavam a selvageria, a violência, é preciso sem dúvida ver a eliminação de um estado teocrático e a sua substituição por uma casta de guerreiros. Prevaleceu a lei do mais forte. Quetzalcoatl vencido, exilou-se no golfo 'à beira do Mar divino", no misterioso território negro e vermelho, o país da Aurora que as lendas localizavam por trás do horizonte oriental. Uma das inúmeras versões da lenda relata que ele desapareceu no mar numa jangada construída de serpentes entrelaçadas. Outra diz que ele subiu aos céus e se transformou na Estrela D'Alva. Entretanto, antes de partir prometeu regressar, vindo da direção do Sol nascente e especificou até a data em que isso ocorreria, data que corresponde ao ano de 1516 do calendário europeu.

Por uma das mais notáveis coincidências históricas, na data em que o reaparecimento de Quetzalcoatl fora previsto, chegaram ao México os conquistadores espanhóis. Quetzalcoatl era representado como um deus branco e barbudo e que viria do leste. Este re-sacerdote da lenda pode ser considerado como o primeiro personagem histórico palpável da história americana, apesar de seu manto de maravilhoso e embora ostente entre seus nomes o de um deus. Esse Acatl Tolpizin Quetzalcoatl! Pela última, mito e história se entrelaçam.



Quetzalcoatl é um deus que promove a sua autotransformação. Ele é um deus agonizante e ressuscitado. É também um rei herói promotor da cultura, representante do princípio da luz e dos seres humanos. Ele funde o aspecto ocidental letal ao aspecto oriental, como estrela vespertina e matutina. Nesta última concepção, é um símbolo de poder ascendente masculino-espiritual do céu e do sol. Por esta razão ele é ligado ao símbolo do oriente, a serpente alada, o aspecto vento-espírito. Deste modo, ele é também o deus do conhecimento e um dos seus atributos é a torre espiral ascendente.

O significado cósmico de Quetzalcoatl como estrela matutina é deveras complexo. Este mesmo deus reúne em si qualidades lunares, solares e astrais. Ele não é uma entidade abstrata, mas um arquétipo sugerido por uma gama de símbolos. É o deus do vento circulante, da fertilidade, que deve morrer para fertilizar o mundo com o seu sacrifício, mas também é o penitente que transforma a si próprio. É o símbolo unificador e filho das divindades primordiais céu e terra e que combina o caráter inferior de serpente com o superior, da ave.

Seu mito mostra-o como um deus enganado, vencido e fugitivo, cuja queda está associada a perda o paraíso, antiga "era do ouro" dos primórdios da civilização tolteca.

Seu pecado que o levou à destruição do paraíso e sua queda foi os excessos cometidos através da bebida e o gozo do sexo. Seduzido pela álcool, o deus é possuído por um incontrolável anseio da morte, ao qual finalmente se entrega, desaparecendo mo mar levado por uma jangada.

Novamente aqui, o feminino mostrou-se mais forte que o Masculino, tornando-se a irmã-amante, sinistra e fatídica, que seduz e corrompe.

Depois de muito tempo de penitência, Quetzalcoatl, consegue finalmente, superar a sua ruína com o ato heróico do próprio sacrifício, surgindo então, convertido na estrela matutina. Quetzalcoatl se tornou praticamente o deus uno supremo.




O FIM DOS MAIAS


Como desapareceu a civilização maia? O que se passou exatamente?

Falou-se de uma invasão de Bárbaros nórdicos, ou de fatores econômicos como esgotamento das terras, uma grande seca acompanhada de uma epidemia, ou ainda, do assalto contínuo e exaustivo da selva. Pensa-se também em uma revolução interna entre a elite religiosa e aristocrática e a massa campesina. Isso, porque talvez as especulações matemáticas e astronômicas do clero se tenham distanciado cada vez mais das preocupações das massas rurais.

Perecer, aliás, não é o destino de todas as civilizações? Este foi o destino de Atenas e Esparta, que se consumiram em guerras, assim como o Império Romano de Trajano a Marco Aurélio, entre tantas outras civilizações.

Não há eterna idade de ouro, nem atrás de nós e nem no futuro. Entretanto, pela duração de um relâmpago entre duas intermináveis noites, a humanidade consegue às vezes encontrar um precário equilíbrio, exceção radiosa no curso de uma tenebrosa história.



DESCENDENTES MAIAS



O povo Tzotzil são os descendentes modernos dos Maias e vivem nas terras altas de Chiapas no sul do México. Nessa região montanhosa há vales altos de aproximadamente 2.100 metros sobre o nível do mar e é num desses vales que se encontra o município de Zinacantán de 117 Km(quadrados), que consiste em um centro cerimonial e quinze aldeias, lar de cerca de 12.000 zinacantecas habitantes de tzotzil.

Os zinacantecas têm uma cultura única que combina seu passado maia, seus quatro séculos sob o domínio espanhol e as realidades da vida atual.

Crêem que o mundo é um cubo que repousa nos ombros dos Deuses dos Quatro Cantos. No centro da superfície superior desse cubo está o "umbigo do mundo", local esse, que se situa embaixo da terra e no centro cerimonial de Zinacatán, lugar de um santuário onde os zinacantecas rezam e fazem oferendas.

Eles acreditam ainda, que o Pai Sol gira ao redor do mundo, precedido pela Estrela Matutina. Á tarde, o Pai Sol detêm sua viagem para observar os zinacantecas e observar o que estão fazendo, para depois continuar sua viagem. Assim, a maioria dos rituais zinacantecas se fazem com o rosto virado para leste, pois é onde aparece o sol.

Os zinacantecas celebram muitos dias santos com festas de três dias.

As montanhas e colinas em torno de Zinacantán são os lares dos Deuses Ancestrais e é onde os zincantecas rezam e fazem oferendas de galos pretos, velas, incenso e rum. Esses Deuses se consideram como zinacatecas maiores, estabelecidos dentro das montanhas pelos Deuses dos Quatro Cantos, para serem os vigilantes e guardiães da tradição popular e da cultura zinacantecas. Somente os xamãs zinacantecas, que são chamados por uma sucessão de sonhos, podem ver dentro das montanhas e comunicar-se diretamente com esses Deuses Ancestrais.

A plantação de milho é o cultivo mais importante para os zinacantecas, que a chamam de "os rios de luz dos Deuses" e se acredita que contêm uma alma em seu interior, como um ser humano. Se crê que a alma humana, ligada ao coração, possui três partes distintas. Se uma dessas se perde, a pessoa deverá passar por uma cerimônia de cura especial para recuperá-la. O xamã utiliza treze grãos de milho (amarelo, branco, vermelho e negro) para adivinhar o que peça da alma se perdeu. Acredita-se que o batismo "fixa" a alma no interior do corpo, porém algumas dessas partes se perdem com facilidade em momentos de grande excitação ou medo.

O povo Maia de antes, assim como o de hoje, ainda é cheio de mistérios e singularidades que impressionam. Se trata de um universo diferente, a essência de um mundo indígena que sobreviveu até nossos dias. Conhecer um pouco mais dessa cultura, nos faz compreender e respeitar a diversidade de grupos humanos que povoam o mundo, mantendo sua identidade e ficando imunes ao "progresso". Os Maias sobreviveram e hoje já somam a quantia de cinco milhões de pessoas.


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